Introdução
Para a realização deste trabalho partimos da idéia inicial de capturar cenários comuns e também característicos da cidade de São Paulo, mas que através de um olhar mais profundo, tornam-se complexos devido à história, o local, as pessoas que vivem ou que apenas passam pelo cenário em questão. Tentamos mostrar essa complexidade, que ao olho nu aparenta ser “invisível”, através de uma manipulação das fotos priorizando o que acreditávamos ser o que fazia cada cenário único. Durante a realização do trabalho o grupo procurou encontrar cenários aonde poderíamos ter essa “duplicidade” comum /profundo e que também poderíamos manipular a imagem de maneira a demonstrar isso. Acreditamos que o cubismo serve como uma maneira de expor essa profundidade não só em cenários, mas também em pessoas, é a maneira do artista explicar o que não pode ser visto sem certa sensibilidade e repertorio. Nas fotos tentamos transpor essa multiciplidade de olhares que podemos lançar sobre a cidade proposto nas aulas de Língua Portuguesa II. Relacionamos as fotos e o trabalho em si com a aula de Historia da Arte II ao manipular as fotos de uma maneira cubista não só esteticamente, mas também na ideologia. Como nas nossas fotos o cubismo esteticamente pode não parecer plástico ou sempre bonito, mas tem um significado e uma beleza aos olhos da alma. Para isso procuramos utilizar algumas das principais características do cubismo, mas também procuramos sair apenas do visual e entender /passar a ideologia cubista.
A simplicidade do complexo”
Todos esses anos que vi e pessoas que conheci
Pelas ruas de São Paulo
Passaram por muitas vezes sem olhar para um dia recordar
Muitas vezes sem repararem as simples imagens ao seu redor
Poucos conheceram que realmente viram
Viram o que sempre retratei
A essência do retrato
Os anos se passarão e aqui continuarei
Ansioso para ser visto como já fui
E novamente serei
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